BASQUETE, PUBLICIDADE E CRIATIVIDADE

Por Lucas Leite –  Chief Experience Officer da Digital Business

Criatividade é repertório e conexão. Viajar é ter experiências que te ampliam repertório e fazem ver as coisas de outra forma. Ontem tive o prazer de ir ver um jogo da NBA. Sempre tive vontade de ir, embora não acompanhe o campeonato e mal saiba as regras do jogo. 

O jogo é um show. Toda a atmosfera que é criada, as músicas, as apresentações entre os intervalos, fazem o ambiente ficar absolutamente pra cima. O pessoal dança e torce como se fosse uma festa, um show de música. Esse clima faz com que o jogo em si tenha uma dinâmica que cada cesta seja comemorada. As de 3 pontos e as enterradas então são um gol em final de campeonato.

O basquete em alto nível é um esporte extremamente disputado e emocionante, a ponto do Heat estar 25 pontos a frente e no último quarto o Wizards recuperou e fez um final de jogo absolutamente emocionante. Ao final do jogo eu torcia como se fosse um torcedor do Heat de longa data.

E a entrada das equipes em quadra? O time adversário recebido pelo narrador em uma voz baixa, em um tom engraçado de obrigação (e isso era feito durante o jogo pra qualquer anúncio). E o Heat entrando em quadra era som alto, público de pé, luz, painel, cada jogador sendo recebido com uma baita recepção e sim, chamas altíssimas dentro do estádio a cada anúncio. Chamas. Um espetáculo visual muito bonito. 

E as propagandas. Como alguém que trabalha com público de marketing, é incrível ver como eles aproveitam bem cada momento para um anúncio, e de dezenas de empresas diferentes. E por mais que pareça uma lavagem cerebral poluída, é incrivelmente bem feito, a ponto que fica fluído. Não é como um vídeo de 15 segundos no YouTube ou uma página cheia de banners piscando. São pequenas inserções rápidas e muitas vezes dentro de contexto.

Pequenos eventos nas pausas do jogo serem sempre patrocinados é uma ação muito bem pensada. A marca ganha com uma baita exposição e o público com a atração, seja ela apenas uma brincadeira do topo câmera do beijo (que nesse caso era patrocinada por uma empresa de carros) ou a distribuição de brindes que caem de paraquedas em cima do público e até o grupo de dança, patrocinado por loja de roupas. Incrível.

Comecei a divagar e relacionar tudo aquilo com os projetos que entregamos. É necessário pensar sempre da mesma maneira? Precisa mesmo incluir aquele “carrossel slider que fica girando” sempre no início do site? E se for um vídeo, uma torcida explodindo de emoção? Precisa mesmo fazer publicidade como um pre-roll que você nem olha mais para pular? A única maneira de rentabilizar o aplicativo é com anúncios tradicionais? Nenhuma marca toparia vincular seu nome em troca de visibilidade e algum desconto ao cliente? Se a “JBL” faz o “momento Som da Torcida”, porque não temos a Spotify JBL Sound, ao invés de anúncios de 15 segundos entre as músicas? 

Claro, existem dezenas de fatores envolvidos. Mas, muitas vezes, falta à áreas de negócio, marketing e de planejamento de projetos digitais esse pensamento. Estudos dizem que é mais confortável para a maioria das pessoas quando elas vêem elementos que estão familiarizadas, mas não precisamos exagerar, certo? Precisamos mesmo de stories em todos os aplicativos?

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1 Comment

  • Nery
    Posted 08/07/2020 at 19:05 0Likes

    Faz todo sentido. A vida é a melhor referência para nosso projetos, então vale ficar atento ao nosso redor.

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