Startups – distribuição, vantagens e cenário promissor

As startups brasileiras estão distribuídas de acordo com dois quesitos: mercado de atuação e modelo de negócio. No que se refere ao mercado de atuação, 9% são voltadas para a educação; 7%, direcionadas para outros serviços; 6%, para finanças; e 5%, para saúde e bem-estar. No modelo de negócio, 41% das empresas são SaaS (Software como Serviço), seguidas de 19% de empresas como Marketplace. Como vantagens, as redes sociais e o mundo conectado de hoje permitem que qualquer pessoa possa iniciar o seu negócio em poucos passos. Poder criar a conexão com os clientes em ambientes virtuais, como no caso de aplicativos, certamente é um dos grandes benefícios. Além do mais, as startups possuem um baixo custo fixo, alta lucratividade e, principalmente, potencial de escalar o negócio a níveis muitas vezes inimagináveis ou mesmo planejados. O caos, instalado com a pandemia, não impediu que esse modelo de negócio servisse de solução para muitos empresários no país.

Marco Legal
Para se ter uma ideia da importância que as startups estão adquirindo no mercado, em junho de 2021, entrou em vigor a Lei Complementar nº 182, que institui o Marco Legal das Startups e do empreendedorismo inovador, a fim de criar um ambiente regulatório favorável para as empresas inovadoras. As startups também têm um papel importante na implementação de políticas públicas e isso nas mais variadas áreas, como saúde, educação, moradia e tecnologia.

IA
O terceiro trimestre de 2021, contemplado por julho, agosto e setembro, foi de recorde global em investimentos para as startups especializadas em Inteligência Artificial.

“A Inteligência Artificial tem se mostrado cada vez mais eficiente para a solução e automatização de diversas tarefas cotidianas. A evolução das aplicações da IA e a liquidez no mercado de capital de risco que está ávido por investimentos com alto potencial de mudança têm influenciado diretamente os aportes nas startups baseadas nessa tecnologia.” (João Pedro Brasileiro, CEO do Innovation Latam).

É bastante comum que os investidores enxerguem oportunidades em empresas mais tradicionais. A maioria tem um foco na construção e na fabricação de materiais essenciais para promover todas as disrupções necessárias. No entanto, no último ano, o crescimento de startups se deu por conta das novas tecnologias que têm revolucionado o mercado e gerado inovação para os mais variados produtos e serviços. Ainda que exista um cenário político incerto e pouco favorável, o que pode frear alguns aportes, a alta de investimentos continua sendo um caminho sem volta.

Fintechs
Novembro de 2021 foi um mês de destaque para as fintechs, setor com maior número de investimentos, fusões e aquisições. O investimento crescente mostra a confiança do mercado no ecossistema. Mesmo com o total superado para o ano, ainda foram registrados grandes aportes, tanto nas fases iniciais quanto na consolidação de mais um unicórnio. O fato de a maior parte das rodadas se concentrar ainda nas primeiras fases do negócio indica que há otimismo para mais gigantes em um futuro próximo.

Brasil na mira
Recentemente, o Brasil entrou na rota como uma das grandes praças para o investimento em inovação e novos negócios do planeta, devido ao seu amplo potencial de mercado e de capital humano. Ao mesmo tempo, o capital financeiro e empresarial local tem um interesse crescente em inovação e novos negócios, considerando-se a transformação digital, em nível mundial, constatada em todos os mercados.

Cenário promissor
Com a pandemia, o mundo dos negócios, em um primeiro momento, parou e acreditava-se numa crise econômica mundial sem precedentes. Os investidores reduziram o seu ímpeto e a liquidez diminuiu. Em um segundo momento, o mercado observou as soluções criadas para as necessidades dos novos hábitos de uma “nova” sociedade. A digitalização dos processos não só avançou como teve o seu maior “boom” em tempo recorde. As empresas, baseadas essencialmente em soluções tecnológicas, destacaram-se e as suas ações dispararam nas bolsas de valores mundo afora. Dentro deste cenário, os investidores acompanharam o desenrolar de toda a crise e direcionaram a sua mira para as startups das áreas de educação, finanças e saúde. As denominadas “Fintechs” se tornaram as grandes vencedoras e, como consequência natural, grande parte dos investimentos também migraram para o mundo digital.




Fontes pesquisadas:

Investimento em startups brasileiras já é três vezes maior que em 2020

Mercado de startups ignora a pandemia e cresce no Brasil em 2021

A força das startups no Brasil

Startups (ainda mais) na mira

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