“O ano de 2021 já é de recorde para o ecossistema brasileiro de startups. O Inside Venture Capital, relatório mensal produzido pela Distrito mostra que, neste ano, até o acumulado de novembro, foram aportados US$ 8,85 bilhões em um total de 677 rodadas. Esse montante é quase três vezes maior do que o total de 2020, que chegou a US$ 3,65 bilhões. Somente no mês de novembro, foram mapeadas 55 rodadas e US$ 809,9 milhões investidos.” (REVISTA FORBES, dezembro 2021)

Na década de 70 e 80, as startups eram vistas como boas ideias arquitetadas por jovens nerds nos porões do Vale do Silício e que, algumas vezes, acabavam dando muito certo. Após a bolha das “ponto com”, nos anos 2000, as startups começaram a brilhar. Foi a época que o Google se consolidou, o Facebook surgiu e empresas como Uber e AirBnB definiram o conceito de disrupção. Era dada a grande largada para um novo modelo de negócio.

Unicórnios


Startups unicórnio são as empresas de tecnologia privada, avaliadas em mais de um bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores, ou seja, antes de realizar o IPO (Initial Public Offering). A principal característica de uma startup unicórnio é a inovação no mercado ao qual pertence. Atualmente, no mundo, existem aproximadamente 900 startups unicórnio que representam mais do que um número bilionário. São uma filosofia, um espírito e um processo de construção focado na inovação. Uma ferramenta ágil que já faz parte do nosso dia a dia de um modo muito mais acentuado. Estão em constante atualização e mudança. São sempre novos contatos e maneiras de trabalhar, além de novos processos e tecnologias. Com soluções inovadoras, a startup unicórnio ganha clientes das empresas incumbentes, antes acostumadas com serviços e produtos ultrapassados. As incumbentes focam em sustentar a inovação, preocupando-se em melhorar seus produtos e serviços para a parcela de clientes que gera mais demanda e lucro, superando as expectativas desse segmento e ignorando as necessidades de outros.

Cenário nacional

“As restrições da pandemia não frearam o mercado de startups no Brasil em 2021, que continuou crescendo. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, de 2015 até 2019, o número saltou de uma média de 4.100 para 12.700 startups criadas, representando um aumento de 207%. Hoje, o país tem 14.065 startups, distribuídas em 78 comunidades e 710 cidades brasileiras.” (REVISTA EXAME, 2021)

No Brasil, esse novo modelo de negócio ganhou fôlego de 10 anos para cá. O país segue em 20º lugar no ranking de Startups, o que significa um grande avanço no mercado nacional. Em 2021, as startups brasileiras contrataram mais de 100 mil pessoas, conforme consta no Relatório 2021 Wrapped Brazilian Startups, elaborado pela plataforma Sling. De acordo com esse material, o ecossistema brasileiro de inovação nunca contou com tantos trabalhadores, e o ano se caracterizou por ser histórico para o setor, com um aumento de 200% no volume aportado nas startups do país, além de ser contemplado com 10 unicórnios.

O futuro

Existem ainda várias empresas candidatas a integrar o seleto grupo de startups bilionárias nos próximos anos. Foi um recorde de criação desse tipo de negócio em um ano, acompanhando um volume igualmente recorde de investimento. Os números são bastante expressivos: são 24 unicórnios ao todo desde a primeira startup bilionária brasileira, lançada em 2018, o aplicativo de transporte 99. Os unicórnios de 2021 estão nos setores de e-commerce, mídia, fintech, segurança e logística. Provavelmente serão 100, no ano de 2026, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Um futuro bastante promissor para “quem” já foi considerada apenas como uma boa ideia de jovens nerds.

Fontes pesquisadas:

Investimento em startups brasileiras já é três vezes maior que em 2020

Mercado de startups ignora a pandemia e cresce no Brasil em 2021

A força das startups no Brasil

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