A Vida é Bela: algumas questões para refletir

Parafraseando o excelente filme “A Vida é Bela”, do diretor e roteirista Roberto Benigni, ratifica-se: a vida é bela, tudo dependerá sob qual perspectiva vamos encará-la.

Não, este não é um texto de autoajuda, muito longe disso! É um alerta!

Você parou para pensar quantos anos mais restam para você viver? Ou quantos anos você pretende viver? Como vivê-los?

Para quem já se encontra na casa dos 6.0 é uma pergunta crucial que definirá seu “way of life” nos próximos anos de vida.

A você, que está começando a vida ou nem chegou perto da metade de um século, tudo o que aqui está escrito vai parecer algo sem muito sentido, contudo importante.

Aproveite a sabedoria de pessoas mais experientes

Um conselho que se dá aos mais jovens é que aproveitem essas dicas e a sabedoria dos mais velhos para refletirem sobre o que pretendem fazer de suas vidas, independentemente, do patamar em que elas se encontrem.

Como sugestão aos sessentões, coloca-se o seguinte: “se liguem” e não percam mais tempo. A ampulheta do tempo já foi virada, meio século foi vivido. É imprescindível pensar como viver o que se tem pela frente! De preferência, viver com muita intensidade, amor e alegria!

Muitos gostariam de ter recebido mais conselhos do que receberam ou que tenham se permitido entender, escutar e aceitar. Certamente teríamos feito escolhas muito mais coerentes e melhores. Claro, há que se considerar aquela rebeldia da juventude, em que todo o jovem acredita que domina o mundo, que tudo é tão fácil e muito simples. O mundo pertence a eles, está em suas mãos!

Na medida em que nos tornamos menos jovens, percebemos que, afinal, nada era tão simples ou tão fácil, mas também nem tão impossível assim!

A cada decisão sua, pergunte: para quê e por quê?

Sem querer, ou muito menos ousar, menosprezar os sentimentos alheios, as suas dores e razões, cabem os seguintes questionamentos: como as pessoas não se dão conta do tempo que perdem com coisas pequenas, que não acrescentam; com relacionamentos tóxicos; com picuinhas desnecessárias; com ódios sem razão; com rebeldias infantis? Por que a grama do vizinho é sempre a mais verde? Por que sempre procuramos pela pessoa ideal, pelo príncipe de cavalo branco ou pela princesa perfeita? Por que não conseguimos simplesmente enxergar, verdadeiramente, quem está ao nosso lado? Por que essa eterna busca por algo que nunca encontraremos?

Olhem-se no espelho e façam a seguinte pergunta: “para quê?”. Para que perder tempo com o que quer que seja que não venha a contribuir para a nossa felicidade e paz de espírito? Em que essa escolha vai nos ajudar? Por que, mas principalmente, para que fazer essa escolha?

A chance que temos de sempre recomeçar

Em um evento interno da Digital Business, o colega Lucas Leite, falou sobre o filme “O Feitiço do Tempo” e da oportunidade que temos todos os dias de recomeçar. Sim, sermos uma eterna Phoenix, recomeçando tantas e quantas vezes forem necessárias para tentarmos ser mais felizes e ter paz de espírito e equilíbrio. Difícil enxergar outra maneira de encarar a vida sem entender que sempre estaremos, de uma maneira ou de outra, eternamente recomeçando.

Quem nunca teve o seu tapete puxado? Quem nunca sofreu uma desilusão ou decepção?

Só que a grande sacada aqui é “como deixaremos isso definir a nossa vida?”

“Trabalhar duro por algo que você não acredita chama-se estresse, trabalhar duro por algo que você acredita chama-se paixão.” Simon Sinek

Outra pergunta crucial para as nossas vidas e, por conseguinte, para a nossa felicidade: o que nos faz/deixa feliz profissionalmente? Em que queremos trabalhar por um bom tempo ou por toda a vida?

Sinek nos responde e nos leva a pensar sobre o que, de fato, queremos: estresse ou paixão?

Tudo na vida são escolhas, nossas escolhas. Não adianta, mais tarde, culpar A ou B pela vida que nós escolhemos. Temos de tomar as rédeas de nossas vidas, de decidir o nosso futuro e como queremos ser mais felizes ou infelizes. Não podemos, ad aeternum, empurrar com a barriga a nossa vida profissional e pessoal e pensar que, ali na frente, tudo se resolve, como num passe de mágica. Não se resolve. Certamente que a vida não pode ser vista somente com lentes cor de rosa, mas não devemos enxergá-la sempre com óculos escuros.

É preciso ser um apaixonado pela vida, um entusiasta, nunca desistir

Devemos ser apaixonados pela vida, ser entusiastas. Temos tanto ainda a aprender, precisamos de mais tempo para vivermos tudo aquilo que merecemos. Aposentar-nos? Nem pensar, nem por decreto, essa palavra não pode fazer parte do nosso vocabulário. Precisamos ser inquietos, estarmos “conectados” com o mundo, com a vida. Será que já aprendemos tudo? Existe um mundo inteiro a ser ainda desbravado.

Como Dom Quixote De La Mancha, devemos brigar e tentar derrotar todos aqueles moinhos que insistem em querer nos atormentar, derrubar-nos. Muitos deles, nós derrotaremos, outros nem chegaremos perto de aniquilar e alguns ficarão pelo caminho e, talvez, percebamos que, afinal, nem eram, assim, tão relevantes e deixaremos que o tempo se encarregue de engoli-los.

Sejamos absolutamente sinceros conosco e respondamos, diariamente, aos questionamentos “por quê?” e para quê?” A nossa perspectiva sobre tudo vai mudar, acreditem.

As nossas escolhas nem sempre serão as corretas, mas lembrem-se, temos a grande oportunidade de recomeçar todos os dias e de refazê-las.

A vida é essa magia do eterno recomeçar e das múltiplas chances!

Então, façamos as nossas escolhas sabiamente!

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